sexta-feira, 14 de março de 2014

2014, seu fanfarrão...

Eu te juro, que se me perguntassem o que eu estava pensando do ano de 2014 até agora, eu diria que para mim o ano ainda não disse a que veio...

Mas hoje eu tenho certeza: 2014 merece um capitão Nascimento gritando nos seus ouvidos e mandando ele pedir para sair! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Fanfarrão. E nem é pouca coisa. :P

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Atualização 4.1

O Imperador romano (aka "Cara") esteve por aqui na semana passada. Batemos papo por meia hora e deu. É claro que ele disse que talvez viesse aqui me ver. É claro que eu já sabia que não ia rolar. Nem sei por que isso ainda é um tabu: depois da atualização 4.1, não acho que ainda seja tão perigoso encontrá-lo novamente. E ele devia saber disso tão bem quanto eu. A sua atualização de sistema já aconteceu faz algum tempo...

Vez ou outra eu converso com Will S. pelo Facebook. Eu gosto de conversar com ele e ele diz que gosta de conversar comigo (mesmo que não seja exatamente isso). Há uns dois meses isso de papo começou, e eu não sei de onde veio. Eu sei por que eu ainda dou tanto valor a isso: a atualização 4.1 trouxe muitas melhorias para o programa, mas os velhos bugs ainda estão lá. Talvez para eles não haja solução possível, talvez estejam encriptados muito profundamente no sistema, e devam ser deixados onde estão. Ele não tem como saber disso. Sua atualização de sistema só vai acontecer em alguns anos...

Ah, é claro que a vida continua igualzinha ao que ela era antes da atualização 4.1.

Eu é que fiquei mais esperta... ;)



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Em busca do Flamboyant perfeito

Eu sou uma cheiradora de flores compulsiva. Mas isso não significa que sou promíscua...

Como o Pequeno Príncipe, eu tenho uma flor. Na verdade, uma árvore. E embora ela esteja a muitos quilômetros de distância, ela vive no meu coração. O meu Flamboyant mora lá no Honô, e foi no buraco de cupins que deixei um fragmento do meu coração.

Então eu viajei para longe, determinada a desbravar outros mundos, desconectar a minha vida daquele lugar, e seguir em frente. Vivo num bairro muito arborizado, e nele há muitos outros flamboyants. Eu tenho um carinho enorme por todos eles, e resolvi até fotografá-los. Seguindo o ritmo misterioso das estações, cada um dá suas flores profusas e multicoloridas ao longo dos meses do verão. Sim, elas são muitas, e suas cores tem variado bastante, desde um alaranjado mais claro até o mais intenso dos vermelhões (acho que depende da hidratação do pigmento, e esse é um verão particularmente seco, ain't it?). Alguns deles já estão até frutificando, e nestes há menos flores e vagens pesadas, pendendo dos galhos.

Há tanto a se observar, tantas pequenas características... e eu me pergunto se vou me apaixonar novamente. Ah, eu queria tanto... uma árvore especial para me apegar, cuidar durante o ano, para atentar suas florações temporãs e tardias, guardar cada novo broto e galho de sua copa, para olhar e sorrir, só porque ela existe! (Ela existe, lá no meu planetinha...) O problema é que há muitas rosas, mas a Rosa do Pequeno Príncipe é única porque é especial para ele.

Sigo buscando... Mas enquanto não encontro quero apresentar minhas favoritas a vocês:


A da Pereira Barreto, em frente à creche que o Heitor frequentou.

A que mora em frente ao Citybank da Conde de Bonfim.

A minha vizinha.

Avenida Maracanã, quase em frente ao quartel. (Essa é a mais linda do ano por aqui... so far).


A da esquina da José Higino com a Avenida Maracanã.

A da Praça Saens Peña.

Tanta beleza espalhada à minha volta! E ainda, a minha é mais perfeita, e eu sempre vou amá-la.



domingo, 2 de fevereiro de 2014

Notinha de fevereiro

Eu fui até lá e vi: meu Flamboyant vivo, verdejante, pronto para mais um ano. Tem uma bromélia crescendo sobre o galho, logo acima do buraco de cupim. E não vi flores nem vagens, o que pode significar duas coisas: ou ele passou a tardio (e vai florir até o final do verão), ou já floriu e ainda não frutificou.

De repente um monte de coisas entrou em perspectiva.

E eu vou continuar o ano mais feliz, muito aliviada. Por saber que ele ainda está lá, no Honô.

:D :D :D


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Por um ano com menos mimimi

A gente nunca sente a idade chegando. Um dia, um dia assim, como qualquer outro, você se olha no espelho. E uma criatura estranha te olha lá de dentro. Você até se assusta, porque né, quem é essa senhora que se infiltrou no seu banheiro enquanto você usava o chuveiro e te pegou pelada e desprevinida?
É engraçado... eu sou uma senhora há 13 anos. E sei que não são só as pessoas a minha volta que estão envelhecendo. É que de ontem para hoje um sem número de linhas fininhas se materializou em volta dos meus olhos, e eles não se parecem os mesmos.
Fazer 41 anos foi fácil. Difícil é saber que a gente espera muito mais tempo na fila do que sentadinha ali, no carrinho da montanha russa... o passeio é uma delícia, vertiginoso, delirante e cheio de surpresas, mas acaba muito rápido. E não tem jeito de voltar para a fila. Você precisa seguir adiante. E eu descobri em mim uma capacidade linda: eu sei aceitar as coisas como elas são, como elas tem que ser. E isso economiza um tempo enorme de mimimi. Eu cansei de alugar os ouvidos das minhas amigas com as mesmas reclamações. Até porque eu não tenho a menor intenção de mudar nada. Eu gosto da minha vida, com tudo dentro: os problemas, as dificuldades, a trabalheira sem fim, a sensação de estar anestesiada. E as gargalhadas das crianças, o olhar doce do meu filho, seu carinho e cuidado com a irmãzinha. O jeito esperto como a minha filhotinha olha o mundo, como se entendesse tudo, aquela inteligência intuitiva que ela tem, sua natureza charmosa e mandona. Tudo o que eu vejo de mim neles, e o quanto eles me ensinam. Eu podia ser mais feliz? Provavelmente. Mas mudar tudo não traria felicidade, nem a levaria embora.
A natureza da felicidade está dentro de cada um. Eu sou a única pessoa responsável pela minha felicidade, e eu encontro com ela todos os dias. Nas aporrinhações e nos momentos simples, comuns da vida. A felicidade mora em mim, não comigo, e mesmo quando eu me esqueço, basta olhar aquela senhora do espelho no fundo dos olhos: a felicidade sorri lá de dentro, para mim.

sábado, 4 de janeiro de 2014

(Este seria um email etílico, mas virou um post pq não sei o que fazer com isso!)

(May the good Lord be with you down every road you're on
And may good times and happiness
surround you when you're far from home
and may you grow to be proud, dignified and true
and do onto others as you'd have done to you
be corageous and be brave
and in my heart you'll always stay
FOREVER YOUNG)

Eu sinto muita saudade. A melancolia é uma marca, uma característica que veio até mim através de milhares de pares de bases nitrogenadas dos meus antepassados Lusos, amantes de Fados, miscigenadores. Profanos. Os insanos e bravos navegadores que pariram essa Terra de contradições e maravilhas.
Eu sinto a saudade. "A" Saudade. Ela é parte integrante de quem sou eu. No dia que não houver Saudade haverá eu, para resgatar com meu sangue o preço da saudade mal/não vivida, o valor de cada lágrima de dor e falta que eu (e cada descendente de Cabral e seus tripulantes benditos) já verteu nessa existência.

Quando eu tiver partido, sei que essas mesmas lágrimas verterão de outros olhos, além e aquém mar, e nós todos, Ibéricos e Desbravadores de Mundos e Fronteiras, estaremos representados em cada lágrima dessas, num mili-mililitro de água salgada e amor vertido de um ducto lacrimal qualquer. E eu quero essa lágrima futura tanto quanto eu quero a minha, essa aqui, que cai de meu olho direito e segue solitária para morrer entre meus lábios rosados, agora.
Porque melancolia boa é essa, hereditária. Genética. A Lágrima por excelência, inventada pelo primeiro Alentejano que percebeu que as águas do Tejo nasciam nos olhos das mulheres de Trás-os-montes...

(Eu sei que você sabe, e que nunca vai saber, e que eu jamais saberei. E isso não importa. Nunca importou.
Amor é dádiva, remember?)



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Fim de festa

Ontem foi a cerimônia de formatura, lá no Honô.

Uma aluna fez contato pelo Facebook, e me convidou, muito carinhosa, a comparecer. E eu chorei um bocadinho...

O afeto é coisa que não se mede facilmente. Não é grandeza linear, que se resolva com um metro de madeira, daqueles que os pedreiros usam. Nem é tampouco um líquido que se possa medir num copo dosador dos que tem na cozinha. Fosse dessa forma, eu bem poderia quantificar com precisão o afeto que as lembranças de lá me despertam, e estaria agora sob o meu lindo flamboyant vermelho, apresentando uma tese científica sobre a métrica cartesiana do amor.

Ao invés disso, fui tomada por uma melancolia que há muito não me visitava, como se todo o afeto que eu sinto, senti, e ainda sentirei por aquele lugar no mundo estivesse sendo arrancado de mim de repente. E eu sei bem porquê: a turma que se formou ontem foi a minha última. E isso significa que não há mais quem se lembre da professora Patrícia de Ciências, que trabalhou ali. As vidas que eu toquei seguiram seus caminhos, lindos e floridos caminhos de gente jovem e sonhadora.

E eu fiquei ali, encalacrada na canção da Calcanhoto:


"E o meu coração embora
Finja fazer mil viagens
Fica batendo, parado
Naquela estação..."

(Amor que é amor mesmo é para sempre, tem remédio não. É cicatriz: atenua, mas não passa.)